ESG e as obrigatoriedades
A pergunta que toda área de ESG está recebendo: quais são as emissões de GEE da empresa?
A nova realidade da gestão climática corporativa
A agenda climática corporativa está entrando em uma fase muito diferente da que vimos na última década.
Durante muitos anos, o tema esteve concentrado em reputação, comunicação e posicionamento ESG.
Hoje ele começa a migrar para três dimensões muito mais estruturais:
•
governança corporativa
•
cadeias de valor globais
•
regulação climática
E todas elas têm algo em comum: dados confiáveis de emissões.
1. A pressão das cadeias de valor
Cada vez mais empresas globais estão sendo cobradas por investidores, reguladores e mercados a reportar suas emissões.
Isso inclui não apenas emissões diretas, mas também emissões da cadeia de valor — o chamado Escopo 3.
Na prática, isso significa que empresas passam a exigir dados de emissões de seus fornecedores.
Esse movimento já aparece em diferentes instrumentos de mercado:
• questionários de sustentabilidade corporativa
• processos de qualificação de fornecedores
• avaliações ESG como
EcoVadis
• programas de compras sustentáveis
Para muitas organizações, responder a essas solicitações passa a ser uma condição para manter relações comerciais.
Sem dados estruturados de emissões, a empresa simplesmente não consegue responder de forma consistente.
2. O avanço dos frameworks de disclosure climático
Outro movimento importante vem da evolução dos frameworks de reporte.
Nos últimos anos, a agenda climática começou a se aproximar cada vez mais da governança financeira corporativa.
Um dos exemplos mais relevantes é o IFRS S2, padrão internacional de disclosure climático desenvolvido pelo International Sustainability Standards Board (ISSB).
O IFRS S2 estabelece que empresas precisam divulgar informações relacionadas a riscos climáticos, incluindo dados de emissões de GEE, como parte da transparência corporativa.
Esse movimento reforça algo que já vinha acontecendo:
dados climáticos deixam de ser apenas indicadores ambientais e passam a fazer parte da infraestrutura de informação estratégica das empresas.
3. Regulação climática e precificação de carbono
Além das pressões de mercado, cresce também o avanço da regulação climática.
Diversos países estão implementando sistemas de precificação de carbono e mecanismos de controle de emissões.
No Brasil, o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) representa um passo importante nessa direção.
A tendência é que, ao longo dos próximos anos, empresas emissoras passem a operar em um ambiente onde as emissões de carbono terão impacto direto no custo operacional.
Nesse cenário, compreender o perfil de emissões da organização deixa de ser apenas um exercício técnico.
Passa a ser uma questão de gestão de risco corporativo.
O desafio prático das áreas de ESG
Na prática, todas essas pressões convergem para um ponto comum dentro das empresas: a área de sustentabilidade ou ESG.
São esses profissionais que recebem:
• questionários de clientes
• solicitações de dados de investidores
• demandas de relatórios corporativos
• processos de avaliação ESG
E, inevitavelmente, a pergunta aparece:
“Quais são as emissões de GEE da empresa?”
Quando a organização não possui um inventário estruturado, responder a essa pergunta se torna um processo improvisado, baseado em estimativas incompletas ou dados dispersos.
Isso gera um problema importante: falta de consistência entre relatórios, respostas a clientes e disclosures públicos.
O inventário de GEE como infraestrutura de dados
Por isso, o inventário de emissões deixou de ser apenas um relatório ambiental.
Ele passa a ser a infraestrutura de dados da gestão climática corporativa.
É essa base que permite às empresas:
• responder questionários de clientes
• alimentar relatórios de sustentabilidade
• estruturar disclosures climáticos
• avaliar exposição regulatória
• desenvolver estratégias de descarbonização
Sem essa base de dados estruturada, as empresas operam com um nível crescente de incerteza.
O papel da UnCarbon
Na UnCarbon, temos apoiado empresas justamente nesse ponto crítico da agenda climática corporativa.
Nosso trabalho é estruturar inventários de emissões de GEE sólidos, auditáveis e alinhados às exigências de mercado, investidores e regulação.
Mais do que produzir um relatório, buscamos ajudar organizações a construir a base de dados necessária para que a gestão climática deixe de ser reativa e passe a ser estratégica.
Porque, no cenário atual, medir emissões deixou de ser uma opção.
Passou a ser parte da governança do negócio.











